quarta-feira, 10 de março de 2010


Preso em meu próprio silencio, me sinto vestido em uma camisa de força.

Nada incomum nada estranho.

Vivendo o velho cenário de sempre, a mesma vela camisa, a mesma chuva.

Vendo naves espaciais voar pela minha janela.

Não sei se outra pessoa consegue ver o mesmo que vejo.

Eu lembro bem.

Sua cabeça em torno da porta, porque a minha parou de funcionar.

Olhando por brechas vêem milhas e milhas de montanhas onde a felicidade não domina.

Onde homens passeiam dias e dias não sabendo.

Ouvindo gritos e bater de palmas no meio da multidão.

Entrando em caminhos onde o ultimo passo não existe.

Onde não possui meio e nem fim.

Horas não atrapalham mais, pois o tempo é único.

Existem vulcões onde suas esperanças são depositadas e seu passado é queimado junto com as labaredas de fogo.

Ainda ah um pouco de seu fantasma, sua testemunha.

Você consegue voar como pedra, percorrendo esse caminho.

Ou consegue flutuar como uma bala de canhão.

Lugar esse onde a vida ti ensina a morrer.

Assim, difícil não é cair e sim sair.

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