sábado, 27 de março de 2010

Misterioso



Pra mim não faz diferença o que você tem, não importa o que você perdeu.

Não faz diferença se você gosta disso ou daquilo.

Sabe por que todas essas coisas pra mim não significa nada.

Porque tudo em minha volta é misterioso.

Para uns tenho varias mascaras e enormes disfarces.

Para outros não passo de simples e frio.

Sou ate taxado de mestre das ilusões. Indigente do amor, heróis de segunda mão.

Rei dos sonhos.

Tenho varias definições nos pensamentos de outros.

A verdade é que sou um homem de fantasias.

E poucas pessoas fazem parte da minha canção.

Todos sabem que.

Sou um espinho na rosa de muitos pensamentos blefadores.

Sabem que eu me corto, mais nunca sangro.

Uma sombra na luz, puro deleite.

Se você não faz parte da canção.

Então pode pensar assim como os outros.

quarta-feira, 10 de março de 2010


Existe uma caixa onde podemos guardar nossos sonhos.

Onde podemos guardar toda nossa felicidade.

Onde o luto é infinito e sua dor e constante.

Pra conseguir abrir essa caixa é preciso parar de sonhar e não pensar em nada.

Pois o poder que ela possui já sabendo o que ira acontecer.

Exércitos e homens tentaram abrir a caixa e nunca teve êxito.

Você poderá encontrar toda sua herança, existe a herança de cada guardado na caixa.

De inicio ao abri-la você ira dar de cara uma pessoa.

Bem pequena, com dedos grandes e poucos cabelos.

Uma enorme cabeça e olhos gigantes.

Boca pequena e ouvidos grandes.

Possuindo uma coloca dorsal curvada e pequenas pernas.

No primeiro contato ele ira querer comprar todo que você possui.

Usando palavras finas e educadas.

Mais com o passar do tempo ele ira jogar erros que você cometeu durante sua vida.

Tentando apagar tudo que você conquistou.

E convidando você a entrar na caixa.

Pois tudo que ti fez sofrer e que você sonhou ira junto contigo.

O que vocês não sabem é que por trás da caixa existe uma frase.

Que tem por nome “meu próprio orgulho”.


Preso em meu próprio silencio, me sinto vestido em uma camisa de força.

Nada incomum nada estranho.

Vivendo o velho cenário de sempre, a mesma vela camisa, a mesma chuva.

Vendo naves espaciais voar pela minha janela.

Não sei se outra pessoa consegue ver o mesmo que vejo.

Eu lembro bem.

Sua cabeça em torno da porta, porque a minha parou de funcionar.

Olhando por brechas vêem milhas e milhas de montanhas onde a felicidade não domina.

Onde homens passeiam dias e dias não sabendo.

Ouvindo gritos e bater de palmas no meio da multidão.

Entrando em caminhos onde o ultimo passo não existe.

Onde não possui meio e nem fim.

Horas não atrapalham mais, pois o tempo é único.

Existem vulcões onde suas esperanças são depositadas e seu passado é queimado junto com as labaredas de fogo.

Ainda ah um pouco de seu fantasma, sua testemunha.

Você consegue voar como pedra, percorrendo esse caminho.

Ou consegue flutuar como uma bala de canhão.

Lugar esse onde a vida ti ensina a morrer.

Assim, difícil não é cair e sim sair.

sábado, 6 de março de 2010

Sinto que meu coração já não bate como antes, minha circulação não é mais a mesma.

Vejo que meus órgãos já não estão mais novos assim, que minha visão não consegue mais distinguir o preto do branco.

Minhas glândulas sudoríparas já não produzem suor suficiente pra manter minha Homeostase, meu aparelho vestibular não mais conseguiu manter meu equilíbrio, não mais consigo sentir o cheiro das coisas e nem meu tato me ajuda a distinguir o formado dos objetos.

Ando com pensamentos mórbidos e grandes monofonias me perseguem, não sei se o pior é saber que meu sistema nervoso e meus órgãos já não funcionam mais ou perder a força ou intensidade de vencer meus medos.

Estou vivendo uma enorme inquietação não sei se é perene, sabendo que meu fenecimento é ignóbil.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Segredo ou Receita?


Não sei se o que mais quero é sofrer ou ser feliz.

Faz tanto tempo que a felicidade não bate em minha porta que já estou ate acostumado com o sofrimento, é a única coisa que consegui dividir noites e dias ao meu lado.

Fico tentando procurar livros pra ler ou musicas para ouvir, mais quando olho em minha volta só consigo enxergar o rosto pálido e tímido do sofrimento.

Possuindo traços parecidos com os meus.

Já me sinto meio pacóvio, ou um eterno petiz na verdade não sei nada ainda sobre mim, ate tento me entender mais sempre na conclusão me deparo com o mesmo fenecimento insolente.

Acho que cada dia que passa estou me tornando um ébrio dos meus próprios pensamentos e venetas.

O tempo passando, aniversários também, nada de conquistar uma família, amigos ficando cada vez mais implícitos e minhas rugas chegando...

Na verdade a vida com sofrimento ou felicidade não tem segredo ou receita, o que existe é viver ate quando aja arroubo ou dilapidação.

Abaixa-luz


Depois do primeiro contato com a verdade, sobra na boca o gosto amargo da maldade. Porque passamos a vida num mundo de fantasia, evitando a realidade, a vida como ela é e a desfaçatez das relações que estabelecemos com o mundo a nossa volta.
A vida é como um tirano que sacrifica camponeses em troca de poder. Déspota ilustrado que mantém a ignorância em troca de falsas alegrias. E quando você se encontra derrotado, a morte chega sorrateira, ceifando aquilo que você creu que conquistou (e essa é uma outra grande falácia).

Ao me deparar com a verdade, perdi o ar e calei meu canto retumbante. Aqueles segundos intermináveis bradaram debochados quão tolo fui até agora, crendo que minha vida era só aquilo tudo que eu tinha. Pensei: e agora, o que farei frente a tal constatação? Diante de tantas lembranças esquecidas, padeci de uma mudez pouco convencional e ensimesmei. E desde então pergunto-me: por quê as obviedades são sempre tão difíceis de se perceber?

Tudo o que vivi até agora, todos os amores, desilusões, invenções e relações, foram na verdade uma grande mentira. Criei tantos personagens, tantas pessoas, tantos acontecimentos apenas para deixar no baú aquilo que eu mais desprezei: a nudez dos fatos.

Pus véus negros em tudo o que me incomodou e passei a conviver num mundo imaginário, fantasia de menino vivida por um homem. Meu choro, meu riso, meu canto e minha fala. Tudo mentira. Serviu apenas para manter na caixa de Pandora as dores da minha humanidade.

Mas agora isso é passado. Preciso encarar os fatos.

Universo particular


Acabo de constatar que o melhor que faço é viver longe de todos. Minha alienação é saudável especialmente para mim, pois a distância do que é comum me mantém bem.

Ver o mundo não me faz bem, pois percebo quão diferente de tudo e todos eu sou. Maldita mania esta minha de tentar. Quando me recuso a conviver e me recluso em meu mundo, as coisas podem não ser bonitas, mas ao menos são suportáveis. Mas é que as vezes eu acho que já estou pronto para enfrentar o mundo e ver gente dançando. E quando me deparo com a valsa alheia, percebo que não fui feito para o riso. E me isolo no ainda mais escuro buraco negro.

Hoje foi desses dias em que troquei meu mundo pela realidade. Dividir meu metro quadrado com estranhos é realmente diferente: não me sinto invadido, sinto-me invadindo o mundo dos outros e isso não me parece certo. O ideal é que eu me afaste cada vez mais de tudo e não assuste ninguém com meus pensamentos distorcidos.

Não, eu não sou pessimista. Apenas vejo o mundo com a lente da verdade. Isso é bom? Não me interessa. Mas não me furto o comentário ácido quando me convém. Sou polêmico? Pode ser. Mas ao meu lado você vai, pelo menos, pensar. E se você não gosta ou não tem o hábito, amigo, sinto muito, mas o problema é seu.

Tudo o que eu gostaria era que o mundo fosse simples e a vida um eterno cor de rosa. Eu só queria que meu mundo fosse igual ao seu, assim, cheio de gente de boa vontade e danças alegres. E eu queria poder dançar contigo, meu amigo. Dois prá lá e dois prá cá. No passo da noite sem fim.

Mas eu sempre volto pra casa. E no meu mundo não há dança. Ou riso.

Enquanto isso


Andei fazendo um balanço da minha vida, como comentei há alguns posts. Resolvi deixar de lado tudo aquilo que não era necessário – praticamente tudo.

Por um lado foi bom, pois pude perceber que a vida ganha os tons das cores que queremos ver. E bastou eu mudar a lente para tudo se tornar claro e interessante.

Outro aspecto que mudou foi a maneira como as palavras me chegam: não tenho mais vontade de rimar amor com dor, sofrimento e sorriso ou qualquer outra rima desse tipo.

Ainda não sei sobre o que vou escrever, mas estou gostando dessas frases que tenho deixado aqui. Todas são necessariamente minhas, embora não sejam necessariamente inéditas.

O fato é que posso cometer o deslize de plagiar direta ou indiretamente, ainda que por acidente, um autor famoso. Neste caso aproveito para antecipar minhas desculpas, pois não é essa a intenção.

Abraços e beijos